Por Joyce e Luccas
Em 11 de março de 2020, há pouco mais de dois anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) intitulava o nível da contaminação pelo novo coronavírus como pandemia, devido ao rápido aumento de registros de transmissão e disseminação geográfica que o Covid-19 causou pelo mundo.
A
economia global sofreu grandes impactos. Contudo, mesmo com o “fim” da
pandemia, o mundo ainda não se recuperou da crise. A situação atual remonta ao
ano de 2008, quando houve o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos.
De
acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), em razão da alta inflação e da
desaceleração econômica, as perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno
Bruto) global são baixas: em torno de 3,2% em 2022. Estima-se que a queda prevista
para 2023, pode chegar a 2% do PIB global.
Neste
sentido, muitos problemas são enfrentados diante da crise econômica. O
desemprego é um dos fatores que mais preocupam a população. Segundo o IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego no
primeiro trimestre de 2022 foi 11,1%, indicando “estabilidade” em comparação ao
ano de 2021, que no mesmo trimestre, atingiu 14,9%. Desta forma, o Brasil se
encontra em um cenário preocupante, com expectativas baixas para seu futuro
econômico. E onde o desemprego não tem dado mostras de que tende a reduzir.
Em
síntese, compreende-se que a economia é elástica. Portanto, no Brasil, ela
conta com particularidades: a quantidade de dinheiro concentrada em uma parcela
muito restrita da população impede que quando o restante do mundo reativar o
crescimento econômico, o mesmo ocorra no Brasil. Pois uma enorme parcela da
população que perdeu o emprego durante a pandemia e tem encontrado dificuldades
para se reinserir no mercado de trabalho, está sem renda e permanece fora do
mercado de consumo. Deste modo, é contraditório um país que tem sua economia
crescente, apresentar crises cada vez mais recorrentes, onde a distância de uma
classe social segue aumentando em relação às outras.

A maior mazela brasileira ainda é a desigualdade. Enquanto ela não for tratada sofreremos suas consequências. Infelizmente, aqueles que a deveriam enfrentar ainda ocupam lugares importantes na política ou sustentam quem os ocupa. Muito difícil o país mudar isso.
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