Por Vitor e Thiago
Em 31 de dezembro de 2019, quando os
primeiros casos de contaminação por um vírus novo, ainda desconhecido, foram
confirmados, o mundo ainda não tinha a dimensão do que viria em seguida. Um
vírus altamente contagioso e mortal ceifaria a vida de milhares de pessoas por
todo o planeta a partir de então.
Atualmente, com o avanço da vacinação,
as coisas começaram a se normalizar outra vez. Apenas no Brasil, 176,4 milhões de
pessoas tomaram a primeira dose da vacina e 162,5 milhões já completaram o
ciclo vacinal (segunda dose ou dose única para vacinas como a Janssen). Estes
números indicam que mais de 75% da população brasileira está vacinada. O que é
um número alto se comparado a outros países.
Mas como enfrentar o retorno à vida
"normal" à medida que a população está se vacinando?
Para viabilizar este retorno precisamos
manter os cuidados necessários de prevenção para segurança (evitando contato
com outra pessoa, usando máscaras sempre que possível em locais pouco ou nada
ventilados). Porém este retorno está acontecendo de maneira lenta.
E quais são os maiores desafios que
tendem a retardar este retorno à vida “normal”?
O
período de quarentena tem trazido uma série de problemas psicológicos para
algumas pessoas por conta do isolamento, como a depressão e ansiedade. Estima-se que em meio a
pandemia o aumento da depressão e da ansiedade têm aumentado cerca de 25% em
todo o mundo, segundo Organização Mundial da Saúde (OMS).
Outro problema que advém do retorno pós-pandemia
é um certo “cansaço” que as pessoas desenvolveram em relação ao uso de máscaras.
A ausência delas no convívio com outras pessoas devido à normalização pode
provocar novo contágio por variantes ainda mais poderosas do Covid-19.
Por que a vacina é fundamental para garantir
este retorno à vida normal?
A vacina é importante, pois é uma forma
eficaz e segura de adquirir proteção contra um vírus ou doença infecciosa. Quem
afirma isto é a própria Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina tende eliminar
e reduzir extremamente o nível de contaminação por vírus impedindo o surgimento
ou o agravamento desta doença.
Quais são as profissões que contaram com maior número de óbitos no Brasil durante a pandemia?
Em janeiro de 2020 os profissionais que mais sofriam com essa pandemia eram frentistas de postos de gasolina, caixas de supermercado, motoristas de ônibus.
Devido à vacinação, a taxa de mortalidade caiu drasticamente
de 976 por semana no início da pandemia para 176 por semana.
E do ponto de vista econômico, quem
perdeu seus empregos, tende a recuperar agora que a atividade econômica está
sendo retomada?
Alguns profissionais tendem a recuperar
seus empregos, tais como pessoas que trabalham no comércio de bens de consumo
(tanto duráveis quanto não duráveis), ou trabalhadores de setores que foram
diretamente afetados pela pandemia, tais como o setor turístico.
Porém outros profissionais demorarão a
recuperar suas fontes de renda. Estabelecimentos que foram fechados, não
encontrarão clientela imediata caso optem por reabrir. Aí entram salões de
beleza, restaurantes e lanchonetes. O setor de comércio de alimentos, por exemplo, tende
a se recuperar de maneira mais rápida que outros setores, pois não exige grandes
investimentos de capital. Mas quem se adaptou ao período do distanciamento (com
os seguidos lockdowns que tivemos) conseguiu ver suas vendas aumentarem
ainda mais. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Franchising, em
2020, ainda no início da pandemia, o faturamento de delivery era de
18% e saltou para 36%.
Outros setores como o logístico e de
estocagem, que foram afetados logo no início da pandemia (e que contem com
grandes estabelecimentos) irão demorar a recontratar os funcionários que foram
demitidos. Indústrias fecharam as portas, o comércio foi gravemente afetado.
Porém, outros setores se beneficiaram deste
período. Comércio online (e-commerce), setores de tecnologia e
informação. Inúmeras empresas passaram a adotar o que já passou a fazer parte
do nosso “novo normal”: o tão falado trabalho remoto (home office).
Grandes supermercados também tiveram crescimento, graças ao hábito de preparar
as refeições em casa, que passou a ser adotado mesmo por aquelas famílias que
antes se alimentavam no trabalho e na escola.
Do ponto de vista mais geral, as pessoas
que tinham empregos mais estáveis ou em áreas de emergência (como hospitais e
postos de saúde), apenas em alguns casos perderam seus empregos. Porém, a
parcela da população que estava empregada em setores informais ou em empregos chamados
“precários”, estas tenderão a encontrar mais dificuldades para se recolocar no
mercado de trabalho. A concentração de renda aumentou neste período e não tende
a diminuir nos próximos anos, caso não exista uma intervenção direta por parte
do Estado no sentido de mitigar as diferenças econômicas e sociais.

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